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    <title>VITRINE LITERÁRIA EDITORA</title>
    <link>https://www.vitrineliteraria.com</link>
    <description>Notícias, dicas e informações sobre mercado editorial, autores, feiras e tudo o mais sobre livros.</description>
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    <item>
      <title>Uma garota voraz</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/uma-garota-voraz</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Edna St. Vincent Millay, a impermanência romântica e a inconstância do coração
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1726ea0b/dms3rep/multi/Edna+Millay-7589ddeb.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Há 90 anos, num 4 de maio de 1936, também uma segunda, Edna estava desesperada. Tinha perdido a única cópia do manuscrito de um livro que estava finalizando, “Conversations at midnight”, que iria para a gráfica no mês seguinte. Ela e o marido tinham chegado à ilha de Sanibel, na Flórida, para passar as férias. Era final da tarde de sábado, deixaram a bagagem no hotel, foram catar conchas na praia, quando voltaram o prédio tinha pegado fogo. Lá se foi bagagem e, pior, o livro. Passado o trauma, com o tempo ela conseguiu reconstruir a quase totalidade dos poemas perdidos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A azarada era Edna St. Vincent Millay, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Pulitzer de Poesia, o Oscar do jornalismo criado em 1917 que homenageia 23 categorias, incluindo literatura. E não era algo incomum na rotina dela, acontecimento deste tipo. Do incêndio, eu digo. Apesar de que ela estava mais acostumada era a botar fogo em  leitos alheios.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sim, Edna gostava de meninos &amp;amp; meninas, e passou por seus braços quase metade das pessoas interessantes da New York dos anos 1930 (pelo menos um outro um quarto passou pelos braços do marido, Eugen, que não só entendia e apoiava a esposa como, solidário, dava seus pulinhos pelo outro lado). 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fora dos amassos, Millay também arrasava. Um livro seu, em pleno auge da Grande Depressão nos Estados Unidos, em que a maioria não tinha dinheiro nem pra comida, sua coletânea de sonetos, Fatal Interview, vendeu 35.000 exemplares. Nas duas primeiras semanas! Dividindo-se entre boêmia, amor livre, vida desregrada e rimas, ela esbanjava a capacidade de despertar fantasias sobre tal wild side.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A mulher era de um magnetismo pós-quântico. Ajudou milhares de pessoas a saírem dos armários, de opção sexual ou de preconceitos. Mas não era muito de dar a mão e sair passeando depois de arrombar a porta. O telefone ainda não era muito difundido, mas mesmo que houve iPhones ela não ligaria no dia seguinte: já estava em outra. Ou outro. Ou ambos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quem a conheceu de perto disse que ela se via ligada a um destino superior. Para ela, aqueles que ela seduzia deviam se ver como “enobrecidos por terem sido amados e abandonados por ela”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pra quem não conhece a poesia dela, uma degustaçãozinha:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Em breve te esquecerei, minha querida 
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            (Soneto IV)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em breve te esquecerei, minha querida 
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Então aproveita ao máximo este teu pequeno dia,
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Teu pequeno mês, teu pequeno semestre
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Antes que eu te esqueça, ou morra, ou me vá embora,
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            E nos separemos para sempre; daqui a pouco
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Te esquecerei, como disse, mas agora,
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Se me implorares com tua mentira mais encantadora
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Te prometerei com meu juramento favorito.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Eu realmente gostaria que o amor fosse mais duradouro,
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            E que os votos não fossem tão frágeis como são,
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Mas assim é, e a natureza conseguiu
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Lutar sem parar até agora,—
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Se encontramos ou não o que procuramos
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            É irrelevante, biologicamente falando.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 04 May 2026 17:54:08 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A esperança é preta e zumbe</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/a-esperanca-e-preta-e-zumbe</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O que será de minhas maracujinas em flor?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;a&gt;&#xD;
    &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1726ea0b/dms3rep/multi/maracujina.png"/&gt;&#xD;
  &lt;/a&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Não sei se conseguiria voltar pra de onde vim, mas de vez em quando vou e trago mais um pedacinho de lá pra cá. Terras de Minas: já cheguei a trazer sacos de terra curtida sob uma mangueira velha no quintal, pra plantar coisas aqui. Tive até uma muda de jabuticaba que virou um bonsai mineiro, quieto e sábio num canto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Dessa vez, foram umas mudinhas de maracujina que meu irmão do meio preparou pra mim justo na hora de pegar o carro. Eu já tinha admirado na casa dele aquela trepadeira com uma fruta linda, quem nem dá tempo de experimentar: os passarinhos avançam antes mesmo que a gente a perceba madura.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Deixei as mudinhas na muda, na sombra, e plantei na crescente seguinte. Seguiram o exemplo da lua, num estirão só, fase única: menos de dois meses depois, avançavam por um cordão que coloquei de suporte, rente ao muro. E, do nada olha lá: uma flor! Outra flor!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Enquanto as admirava, as duas, se foram: duraram menos de doze horas. Sem polinizadores, e em tão pouca quantidade, murcharam, sumiram. Mas os pés, agora embolados em uma torrente verde, nem aí: continuam seguindo o primeiro ramo, disparado lá na dianteira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            E as flores? Nada! Onde é que tô errando? Uma amiga sugeriu sujidades em volta dos pés: casca de ovo, de batata, nada! Seriam os caramujos, que destruíram de uma manhã pra outra os três pés de couve que temperavam nossos almoços. Sei lá: mas se estão abortando as flores, não estão abordando as folhas, que estão lá, de enfeite.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mas quinta passada quem eu vejo bisbilhotando os pés de maracujina? Imensa, tão preta que até brilha, a circular com um zumbido alto? Uma manganga! Voou pra lá, voou pra longe, deu um rasante pro meu lado e se foi. Deu flor, a maracujina, eu pensei, porque a manganga é uma das principais polinizadoras do maracujá.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tem até uma história que um amigo me contou, de um amigo dele que cismou de produzir maracujá neste sertão paulista. E conseguia safras absurdas. O segrego? Que me cheira a mentira? Esse amigo do amigo pagava crianças para capturarem as mangangas (mangangás ou mamangavas por aqui), que faziam a festa nas flores dos maracujás dele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando a (minha) manganga se foi, corri pros pés, levantando as folhas, um frenesi por flores. Hum hum: tinha não. Mas minha esperança de poder provar da fruta se abriu dentro de mim, de novo. Qualquer barulho longínquo de helicóptero corro lá pra fora. A cor da esperança é verde, dizem. Da minha não: é preta. E não vejo a hora de ela voltar e se lambuzar no pólen das flores de maracujina...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E o que estão fazendo flores e abelhas num site de livros? A esperança, verde ou preta, vale pra tudo. No fundo, o que eu queria mesmo era uma manganga capaz de polinizar gente do bem. Mas parece que a única abelha que anda polinizando gente por aí é a arapuá, coitada. Uma rola-bosta, como a gente a chamava quando criança.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ah, essa sim: rola-bosta, se é que é ela mesmo, virou influencer. Com zilhões e zilhões de k de seguidores.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/1726ea0b/dms3rep/multi/manganga-e-flor-0fb7810f.png" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 04 May 2026 14:01:00 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Poeta da Vitrine Literária conquista prêmio internacional</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/poeta-da-vitrine-literaria-conquista-premio-internacional</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/Angelo.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando falamos “poeta da Vitrine Literária” não é só pra lustrar a prata da casa, mas porque realmente o Angelo Soares Neto é um dos companheiros nossos desde os primeiros anos. Já publicamos juntos seis livros – poemas, contos, histórias infantis (ilustradas por ele mesmo). 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por isso, imaginem a alegria nossa com a notícia de que um poema do Ângelo, “Fome” (que seria publicado no próximo livro dele), foi premiado com Menção Extraordinária no Nósside, um concurso mundial de poesia, com sede na Itália,  que reúne participantes de 100 países, com obras em 135 idiomas diferentes. Esta é a 35ª edição do Prêmio, criado em 1983.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “O poema discorre sobre o sentido e o significado do que é a fome, real, miserável, abjeta. Talvez por isso a premiação, por ser uma realidade ainda presente em grande parte dos países do mundo”, comentou o poeta. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Este é o segundo destaque internacional da poesia de Angelo Soares Neto. Seu livro de estreia, “Cadê”, foi finalista, em 2009, do Prêmio Portugal Telecom (atual Oceanos).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apreciem o poema premiado pelo Nósside:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           FOME
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A fome não está nos olhos que fogem
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           gemendo da vergonha dos olhos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A fome vem do oco, avesso que ruge e rasga,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           olhos, nariz e boca do estômago que tem fome,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           que se torce e grita, se reduz e chora.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ninguém vê a fome, ela caminha por dentro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rosto de fome se chama tristeza,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           sobrenome miséria.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fome não tem cheiro: tem desejos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Não tem forma, vestida de abandono.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fome não tem família. Só filhos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           que também tem fome,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           doenças e remela nos olhos, amarelos,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           alguns são vesgos, tem vícios,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           outros nem isso,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           chegam e passam.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pesadelo plantado e triturado
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           nos dentes da vergonha,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           fome não tem sentido.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tem presença.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/nosside.jpg" length="17900" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 28 Oct 2020 22:52:43 GMT</pubDate>
      <author>prrezende@gmail.com (Paulo Roberto)</author>
      <guid>https://www.vitrineliteraria.com/poeta-da-vitrine-literaria-conquista-premio-internacional</guid>
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      <media:content medium="image" url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/Angelo.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/nosside.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Poeta norte-americana conquista Nobel de Literatura 2020</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/poeta-norte-americana-recebe-nobel-de-literatura-2020</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;h3&gt;&#xD;
  
          Louise Glück é a 16ª mulher a ser premiada (homens = 111)
        &#xD;
&lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/louise.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Praticamente desconhecida no Brasil, onde nunca foi traduzida, ela também não estava entre os nomes mais cotados das apostas. Mas foi escolhida pela Academia Sueca por causa de "inconfundível voz poética que, com austera beleza, faz da existência individual universal". Ela é a poeta norte-americana Louise Glück, 77 anos, professora da Universidade Yale, que já conquistou prêmios importantes, como o Pulitzer e o National Book Award. Desde sua estreia em 1968, Louise publicou 12 coletâneas de poemas e vários ensaios sobre poesia.  
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Segundo o New York Times, “os versos de Glück muitas vezes refletem sua preocupação com temas sombrios - isolamento, traição, família fragmentada e relacionamentos conjugais, morte. Mas sua linguagem escassa e destilada, e seu recurso frequente a figuras mitológicas familiares, dão a sua poesia um toque universal e atemporal, disse o crítico e escritor Daniel Mendelsohn, editor geral da The New York Review of Books.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ‘Quando você lê seus poemas sobre essas coisas difíceis, você se sente mais limpo do que deprimido’, disse ele. ‘Esta é uma das sensibilidades poéticas mais puras da literatura mundial atualmente. É uma espécie de poesia absoluta, poesia sem truques, sem ceder a modismos ou tendências. Tem a qualidade de algo que está quase fora do tempo.’”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Ararat”, uma coleção de poemas de 1990, foi “o livro mais brutal e cheio de tristeza de poesia americana publicado nos últimos 25 anos”, escreveu (o crítico) Dwight Garner em um artigo de 2012 do New York Times. No mesmo ano, em uma entrevista, Louise Glück descreveu a escrita como “um tormento, um lugar de sofrimento, angustiante”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Foto: The New York Times / Katherine Wolkoff)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/louise+1.jpg" length="112658" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 08 Oct 2020 18:43:02 GMT</pubDate>
      <author>prrezende@gmail.com (Paulo Roberto)</author>
      <guid>https://www.vitrineliteraria.com/poeta-norte-americana-recebe-nobel-de-literatura-2020</guid>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A esfinge sibilante</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/a-esfinge-sibilante</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Empurre, goela abaixo de uma máquina hiperpowerfull, 45 terabytes de texto. Todo tipo de texto escrito, da bíblia a bulas de remédio e sentenças judiciais. Tem ideia do tamanho disso, em páginas?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um terabyte equivale a 6,5 milhões delas, de documentos – ou 1.300 armários físicos cheios de papel impresso. 45 tera terão, então, cerca de 300 milhões de páginas, ou quase 60 mil armários. Imagina tirar poeira disso tudo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas o pesadelo vem agora: depois de engolir essa porraiada toda de informação, esse troço é capaz de botar tudo nos pacotinhos digitais corretos, e depois formar textos, vamos dizer, do próprio punho, a partir de ordens externas. Você pode digitar lá: “quero frases unindo pum e pelo menos outras quatro palavras.” O ideal é você dizer também quantas frases, se não vai passar o resto da vida lendo as respostas. Então tá “quero cinco frases usando pum unida a quatro outras palavras”. E pode sair:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Pum fede pra caralho, pô!”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Pum em elevador é letal.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Gases expelidos pelo ânus? Pum!”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Você que soltou um pum?”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Esse gato solta cada pum...”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Interessante, mas inútil? Aguarde. Aí você pode parar de bancar o adolescente, fingir que é um psiquiatra, e digitar “Complexo de Édipo é o desejo de foder com o pai e comer a mãe. Escreva uma obra de 200 páginas, segundo os preceitos de Freud, a partir da afirmação dada. Acrescente pelo menos uma nota de rodapé por página com as considerações de Foucault sobre os conceitos freudianos a respeito.” Imagine a radioatividade que emitirá um documento destes e o estrago que fará nos neurônios?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apavore-se! Arrependa de seus pecados antes de perder a pouca razão que acha que tem. Essa coisa já existe, chama-se GTP-3, um que-nome-dar-a-isso-? desenvolvido por uma empresa chamada OpenAI. Segundo o texto do Hermano Vianna que li na Folha, pouquíssima gente tem acesso aos textos gerados pelo troço.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas existem versões pra zé-ninguéns, como o “AI Dungeon”, onde pode-se criar “obras literárias” em parceria com o computador, alimentado no mesmo esquema do GTP-3. Fui lá. Leiam o que saiu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atendendo a orientações do site, escolhi, numa história de mistério, ser um espião chamado Moro Júnior.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O texto em itálico são minhas intervenções, o resto criado pelo site. A tradução via Google.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você é o Moro Júnior, um espião que mora em Chicago. Você tem uma pistola escondida e uma seringa de veneno. Você ouve os diplomatas russos discutindo as possíveis rotas de fuga do rei se os rebeldes assumirem o palácio. Você também aprenderá quais deles estão mais próximos do rei e planejará sua própria abordagem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           &amp;gt; Você pergunta a eles onde está a família bolsonaro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Há uma resposta quase imediatamente. "A família está no porão, mas você não vai pegá-los porque há guardas por perto."
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           &amp;gt; Você por que a família está presa?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Há uma longa pausa, antes que a voz responda. “Eles estão sendo responsabilizados pela morte da república”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Parei... Mêda... Disarreda, capeta... Desconectei a internet, por segurança: tirei aquele trem azul do troço. Brinca com inteligência artificial, vai!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/circuitos+de+computador+1.jpg" length="171058" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sun, 30 Aug 2020 14:41:48 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Os frutos dourados de Bradbury</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/os-frutos-dourados-de-bradbury</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           P
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ouquíssimos – dedos de um maneta? – escritores conseguiram unir tão bem literatura e ficção científica como Ray Bradbury, nascido em 21 de agosto de 1920, cem anos neste sábado. O cenário predileto dos contos dele era Marte, mas ele garantiu a imortalidade com o “Fahrenheit 451”, um inferno futuro em que os livros eram destruídos em fogueiras e seus leitores perseguidos pelo Estado. O protagonista é um “bombeiro”, profissional especializado em incinerar os volumes e as casas onde são encontrados.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O centenário de Bradbury terá relançamento do 451 (a temperatura em que o papel pega fogo, se o Ray se chamasse Raimundo certamente o título seria 233 Celsius) em edição de luxo. E depois vem mais uma enxurrada de relança. Aliás, em meio ao monte de matérias que comemoraram a data, um dado me deixou com um pé atrás do outro, desequilibrado: disseram que Fahrenheit 451 vendeu 75 mil cópias no Brasil só em 2019. O quê? Enfim...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas Bradbury é bem mais que livros pegando fogo. Escreveu outros 10 romances e publicou 17 coletâneas de contos. Os títulos valem por si só: As crônicas marcianas, Os frutos dourados do sol, O homem ilustrado, Morte é um transação solitária, Vinho de dente de leão, Algo sinistro vem por aí...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Badbury era, acima de qualquer coisa, um amante de livros e de bibliotecas. Morreu em 2012. Sorte dele: não conheceu Trump, Bolsonaro e a claque calhorda que os pariu... E nem teve que enfrentar estes tempos em que cultura é, basicamente, uma ilha de sanidade sendo aos poucos afogada pelos bárbaros. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/bradbury-56365b74.jpg" length="72306" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 22 Aug 2020 21:57:17 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Vendas em queda livre</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/vendas-em-queda-livre</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;h3&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
    
          Nos últimos 14 anos, o faturamento o faturamento do Setor Editorial no Brasil caiu 20% em média. 
         &#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    
          Os números são de uma pesquisa da Nielsen Book, que começou a acompanhar o mercado em 2006, coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). O subsetor mais atingido foi o de livros científicos, técnicos e profissionais: 50% de queda entre 2014 e 2019. Obras Gerais, queda de 34% nas vendas (2006-2019), e Didáticos, também queda, de 23% (idem). 
          &#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    
          A única exceção foi a venda de livros religiosos, que nestes 14 anos não só não caiu como aumentou um pouquinho: 2%.
         &#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    
          Mas, no geral, a situação só piora. Este ano, com a pandemia dominando o mundo, até maio o varejo de livros no Brasil já tinha caído 13% em relação ao ano passado.
         &#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    
          Triste notícia para quem, como nós, gosta de livros: com dinheiro escasso, dificilmente as grandes editoras se arriscarão. E dezenas de autores promissores continuarão à margem do mercado.
         &#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/queda1.jpg" length="914427" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 18 Aug 2020 19:36:36 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Compre das pequenas livrarias</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/compre-das-pequenas-livrarias</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No jornal O Globo, uma matéria excelente sobre como as pequenas livrarias têm enfrentado a pandemia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  
         Naturalmente (o jornal é carioca), eram todas do Rio. Mas os problemas por que passam são praticamente os mesmos de todas que temos no Brasil. O principal deles, é claro, é a própria sobrevivência. A maioria partiu para as vendas online. Mas mesmo quem já abriu está sentindo falta de algo essencial: gente ao vivo!
         &#xD;
  &lt;div&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;div&gt;&#xD;
      
           É claro que está todo mundo meio inseguro. Mas isso vai passar. E, neste dia, estaremos de volta às livrarias. Mas onde estarão as livrarias? Não podemos deixá-las morrer. Tudo bem que você talvez não tenha dinheiro para um crowdfinding. Mas, se for comprar um livro, não fique tão obcecado pelo desconto e pelo frete grátis das grandes marketplaces. Compre das pequenas, vamos ajuda-las a sobreviver. Não dá pra ir tomar um cafezinho e folhear um livro na Amazon... E não duvide: quando não houver concorrência física, será que os gigantes virtuais continuarão tão “vantajosos”? Não se esqueça: quando tem alguém ganhando dinheiro demais de um lado, tem gente sangrando do outro. 
          &#xD;
    &lt;/div&gt;&#xD;
    &lt;div&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/div&gt;&#xD;
    &lt;div&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/div&gt;&#xD;
  &lt;/div&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/pequenas+livrearias.jpg" length="90813" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 18 Aug 2020 15:12:51 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Bái bái Bishop</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/bai-bai-byshop</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;h3&gt;&#xD;
  
         Homenagem da Flip 2020 passa a ser incógnita - como a própria festa, aliás, já era.
        &#xD;
&lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A administração da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou o cancelamento da homenagem, na edição 2020, à poeta norte-americana Elizabeth Bishop (primeira estrangeira a ter uma edição dedica a ela). Bishop tinha sido indicada pela curadora Fernanda Diamant, que se demitiu agora no dia 12 de agosto. Entre os motivos, alegou que tinha sido feito à sua revelia o adiamento da festa para novembro (deveria ter sido realizada agora, entre 29 de julhos e 2 de agosto, mas a pandemia parará pôrôrô). Na verdade, ainda não se sabe sequer se haverá eventos presenciais ou só pela web. ﻿Se houver.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O novo alvo da homenagem será indicado por quem substituir Fernanda. Ela disse que a FLIP “precisa de uma curadora negra para reinventá-la neste mundo pós-pandemia.” Não dá pra entender essa mistura de alho com aralho. Opa, aí eu quero como curadorx um hermafrodita albina de baixa estatura física. Mas não é assim que a coisa funciona. Sem falar que literatura é espaço para quem sabe escrever de verdade, seja lá de que sexo ou cor for. Maravilhoso o Black Lives Matter, mas não é uma santa receita pra tudo. E quem anda arrotando “feminismos” por aí deveria ler “Minha vida na estrada”, da Glória Steinem (a gente volta ao livro qualquer dia aqui). Ali se percebe que os buracos são mais embaixo, mais acima, mais atrás, mais do lado e, principalmente, sob os próprios pés.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    
          ﻿
          &#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A indicação de Bishop, anunciada no final do ano passado, gerou polêmica: a poeta, que morou 20 anos no Brasil, inclusive adquiriu uma casa em Ouro Preto (daí a imagem lá de cima) apoiou entusiasmada o golpe de 64. Independentemente da posição política dela, o que é mais estranho é essa frescura de homenagear gringo com tanta gente boa esquecida aqui dentro (vou citar só o Guimarães Rosa e o Manuel de Barros pra não correr o risco de esquecer outros). Interessante é que, na edição do ano passado (homenageado = Euclydes da Cunha), Fernanda Diamant tinha conseguido quebrar um pouco da monotonia da Flip com a participação de muitas mulheres e de um autor indígena, Ailton Krenak.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    
          ﻿
          &#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Repasso na cabeça uma lista de autoras negras, de Conceição Evaristo a Ana Paula Maia, e tudo que desejo para elas é distância de uma curadoria (ainda mais a de Paraty, com as grandes editoras fundando no cangote) e mais tempo e reconhecimento – em dinheiro, faz bem para a alma e o corpo – para continuarem a escrever bons livros.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    
          ﻿
          &#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Porque, cá entre nós, mesmo com raros esforços em contrário e algumas mudancinhas cosméticas, a Flip tem sido, desde sempre, uma confraternização engessada de estrelas e cometinhas, alienada da realidade da literatura brasileira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    
          ﻿
          &#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/bishop.jpg" length="245074" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 15 Aug 2020 21:46:34 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Mulheres inalcansáveis</title>
      <link>https://www.vitrineliteraria.com/mulheres-inesgotaveis</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Com certeza é um dos best-sellers mais longevos que o Brasil já viu. “Mulheres que correm com os lobos” está perto de completar 30 anos de lançamento, e continua surpreendendo. A versão do livro em capa dura está em terceiro lugar na categoria de não ficção da lista da Veja, com os mais vendidos no Brasil.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    
          ﻿"
          &#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mulheres” foi lançado em 1992. A autora, a americana Clarissa Pinkola Estés, psicanalista e escritora, mistura análise psicológica e histórias folclóricas (quem adora o livro vai achar esta definição insuportável) sobre a Mulher Selvagem. Segundo Pinkola Estés, ela se inspirou em estudos dela própria sobre a biologia de animais selvagens.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Os lobos saudáveis e as mulheres saudáveis têm certas características psíquicas em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada capacidade para a devoção. Os lobos e as mulheres são gregários por natureza, curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm grande preocupação para com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. Tem experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma determinação feroz e extrema coragem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No entanto, as duas espécies foram perseguidas e acossadas, sendo-lhes falsamente atribuído o fato de serem trapaceiros e vorazes, excessivamente agressivos e de terem menor valor do que seus detratores. Foram alvo daqueles que prefeririam arrasar as matas virgens bem como os arredores selvagens da psique, erradicando o que fosse instintivo, sem deixar que dele restasse nenhum sinal. A atividade predatória contra os lobos e contra as mulheres por parte daqueles que não os compreendem é de uma semelhança surpreendente.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vai encarar? Terá boa companhia: a obra é um dos destaques da lista de livros feministas da atriz, modelo e ativista britânica Emma Watson. Que, aliás, tinha dois anos quando o livro foi lançado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Mulheres” tem até podcast no Brasil:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="http://www.talvezsejaisso.com"&gt;&#xD;
      
           www.talvezsejaisso.com
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ﻿
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp-cdn.multiscreensite.com/1726ea0b/dms3rep/multi/Mulheres+que+andam.jpg" length="52682" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 05 Aug 2020 20:37:17 GMT</pubDate>
      <author>websitebuilder@uolinc.com (Profile Profile)</author>
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